O alerta que poucos gestores de FIIs revelam: o que pode derrubar sua renda passiva em 2026

Bem-vindo, investidor. Vou compartilhar minha leitura direta sobre o desempenho dos fundos imobiliários em 2025, o que mudou na cena macro e microeconômica, e o que eu penso sobre as chances desse mesmo resultado — 135 de 175 FIIs no positivo — se repetir em 2026.

O que aconteceu com os FIIs em 2025

Eu acompanho os fundos imobiliários há anos e, pessoalmente, fiquei impressionado com a recuperação de 2025. O IFIX teve uma alta expressiva, e muitos fundos recuperaram perdas anteriores. Relatórios e levantamentos do mercado mostram que a classe se fortaleceu — e que segmentos como o logístico foram destaque. Isso explica por que 135, de um universo de 175 fundos analisados, fecharam o ano no campo positivo. Fonte: Estadão Investidor.

Por que a recuperação foi tão forte?

Na minha visão, vários fatores se alinharam. Houve melhora no apetite por renda, ajustes na curva de juros e busca por alternativas à renda fixa. Além disso, segmentos como galpões logísticos apresentaram ganhos sólidos. Gestores experientes aproveitaram para reciclar portfólios e realizar lucros. Reportagens do Estadão Investidor mostram exatamente esse movimento de valorização.

O papel da macroeconomia: juros, inflação e liquidez

Em 2025, o ambiente macroeconômico colaborou para o desempenho dos FIIs. A curva de juros se ajustou, o que valorizou ativos de renda. O número de investidores aumentou e trouxe mais liquidez ao mercado. Dados da B3 no portal Bora Investir mostram esse avanço da base de cotistas, reforçando o interesse pelo setor.

Micro: decisões dos gestores e qualidade dos ativos

Nem todo fundo é igual. Fundos que venderam ativos no momento certo, reduziram riscos e priorizaram contratos estáveis se destacaram. Já os que mantiveram carteiras vulneráveis ficaram para trás. Essa diferenciação é evidente em relatórios da Quantum Finance, que apontam retorno superior para carteiras com gestão ativa.

Risco político e regras do mercado

O ambiente regulatório também merece atenção. Mudanças em resoluções podem afetar o mercado de capitais e os FIIs. A CVM apresentou ajustes na Resolução 175 e novas diretrizes que farão parte da agenda regulatória de 2026. A estabilidade regulatória será essencial para sustentar o crescimento do setor.

O que mudou no comportamento do investidor pessoa física

Em 2025, notei duas tendências: mais busca por renda previsível e maior diversificação. O investidor quer previsibilidade, mas sem abrir mão de oportunidades. A base de investidores cresceu fortemente, conforme dados divulgados pela B3. Isso mostra que o brasileiro amadureceu como investidor de FIIs.

Minhas preocupações para 2026

Será que 2026 repetirá o resultado de 2025? Acredito que não na mesma proporção. Apesar do otimismo com juros controlados e inflação estável, ainda há riscos políticos e setoriais. O desempenho dependerá de como gestores se adaptarão ao novo ciclo. Analistas do InfoMoney também apontam perspectivas positivas, mas com ressalvas quanto à repetição da mesma força de valorização.

Minha resposta direta: você espera que esse resultado se repita?

Minha resposta é direta: eu não apostaria na repetição exata de 135 fundos no positivo. A alta de 2025 foi influenciada por correções e ajustes pontuais. Em 2026, o cenário é de continuidade da recuperação, mas com resultados mais distribuídos. Fundos bem geridos devem continuar no azul, enquanto outros podem enfrentar desafios. Como reforça a IstoÉ Dinheiro, o mercado está mais seletivo e técnico, exigindo análise caso a caso.

Dicas práticas que eu uso e recomendo

  • Escolher fundos com ativos sólidos e contratos longos;
  • Acompanhar o histórico e a transparência do gestor;
  • Diversificar entre segmentos (logístico, shoppings, escritórios e recebíveis);
  • Revisar posições trimestralmente;
  • Manter caixa para aproveitar descontos pontuais.

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Conclusão e resumo prático

O fato de 135 de 175 FIIs fecharem 2025 no positivo mostra força e maturidade do mercado. Mas repetir esse resultado em 2026 exigirá estabilidade macroeconômica, gestão eficiente e disciplina dos investidores. Acredito que a tendência segue positiva, mas com avanços mais moderados. Continuo confiante no potencial dos FIIs, desde que o foco esteja na qualidade dos ativos e na consistência da gestão.

Bem-vindo ao novo ciclo, investidor — um ciclo de mais consciência, menos euforia e decisões mais inteligentes.

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